Abrindo o coração no retorno da troca de casa

Abrindo o coração no retorno da troca de casa

16 fev 16
Abrindo o coração no retorno da troca de casa

Estamos no Brasil há uma semana e está na hora de compartilhar o que estamos sentindo já bem instalados de volta na própria casa.

Quando nós entramos no esquema de troca de casa no começo do ano passado, minha cabeça estava focada na Inglaterra. Eu já imaginava que seria difícil conseguir uma troca Londrina x Londres, mas estava aberta a qualquer outra cidade dentro daquele país. (Eu queria muito morar lá de novo)

Apesar desse foco, fizemos contatos com o Canadá, África do Sul e Califórnia (Renato queria muito), priorizando países de língua inglesa para que nossos filhos pudessem estudar algumas semanas de inglês.

O estado americano de Idaho nunca fez parte dos nossos planos. Foi a família americana que nos propôs o intercâmbio. Eu nem sabia exatamente onde ele estava localizado e muito menos qual era a sua capital. Atrações e passeios? A princípio, nenhuma ideia a não ser aquelas descritas no perfil da casa em Boise.

Os amigos que souberam ficaram um pouco assustados com o nosso destino de férias. Até mesmo meu irmão que reside no Texas não me deu muito apoio. Houve também um americano casado com brasileira que reside na Europa dizendo para “estar preparada para ficar muito em casa, que as atrações seriam bem limitadas e que o estado seria muito provinciano”. (Ele deve ser da costa oeste ou leste, certeza!) Além disso, muitos outros “banhos de água gelada” sobre o inverno, passeios, possibilidades e distâncias.

Ouvimos muitas vezes a pergunta: “O que vocês querem fazer naquele estado de frio congelante?” Da mesma forma questionavam: “O que esses americanos vão fazer em Londrina?” Por incrível que pareça, até quando chegamos em Boise escutamos: “O que vocês vieram fazer no Idaho?

Aqueles que viajaram conosco nas redes sociais nos últimos 2 meses já sabem o quanto a nossa experiência foi intensa, divertida e interessante nesse estado desconhecido do turismo internacional. Que bom que aceitamos a proposta! Hoje sabemos que teríamos perdido muito, mesmo que nossos filhos não tenham feito uma aula sequer de inglês.

Todo lugar tem sua história, seus atrativos e, se a ideia é viver uma experiência como um morador, talvez o melhor mesmo seja um lugar menos cosmopolita. Ouso até afirmar que a possibilidade de encontrar pessoas mais amistosas é maior em lugares menores.

Agora que estamos de volta e podemos ter uma perspectiva, acredito que a resposta para a pergunta acima seria: fomos para o Idaho conhecer essa gente. As pessoas das imagens (e algumas outras que não pudemos fotografar) fizeram toda diferença na nossa troca de casa. Experimentamos da gentileza, da amizade, da confiança, do companheirismo e da preocupação de gente bacana, interessante e divertida. Tudo isso da parte tanto de americanos quanto de brasileiros, tanto adultos quanto crianças.

No SnapChat mostrei que um dos primeiros gestos de gentileza recebidos aconteceu já na nossa chegada enquanto esperávamos as malas na esteira do aeroporto. Uma americana conversou conosco sobre o atraso do voo e, ao saber o motivo de estarmos na cidade, deu o cartão com o celular oferecendo ajuda para o que fosse necessário. Que boas-vindas!

Há poucos dias uma vizinha querida daqui me perguntou se eu estou meio bipolar depois que voltei… Acho que sim! Feliz por estar de volta e triste porque queria ficar mais do que quase 2 meses.

Se eu quero repetir a experiência de trocar de casa? Sim, a intensidade da vivência compensa qualquer risco de emprestar a casa. Estava preocupada com a minha casa? Não, apesar de amar cada cantinho dela. Se tive saudades das pessoas daqui? Claro, muita! Do que sinto saudades de lá? Nós quatro gostaríamos de repeteco em praticamente tudo o que fizemos, mas especialmente dos momentos de risadas, conversas e trocas que tivemos com os outros.

Devia ter conversado mais com essas pessoas. Devia ter marcado mais jantares na nossa casa americana, comido mais risoto e tomado mais vinho juntos. O tempo não permitiu e como bem disse uma pessoa que está em uma dessas fotos: “é bom mesmo que vocês vão embora logo porque senão a despedida seria muito mais difícil”.

Somos imensamente gratos a Deus pelas pessoas que Ele nos permitiu conhecer. Alguns encontros foram claramente “providenciais”. Eu já pensava assim, agora mais ainda: as pessoas serão sempre a melhor parte de qualquer viagem. Valeu a pena trocar de casa, de amigos, de vizinhos e de conhecidos.

O que nos faz sentir melhor nesse retorno é saber que alguns serão pra sempre. =)

Estamos publicando uma série bem prática com dicas, orientações e esclarecimentos para quem também deseja ter uma experiência de troca de casa. No canto direito superior do blog há um campo onde você pode deixar seu email para receber os próximos artigos dessa série.

Veja abaixo o que já foi publicado clicando sobre os títulos:

Com quem trocamos

O que é e como funciona uma troca de casa

Dicas para fazer uma boa primeira troca

O que mais pode ser incluído na troca

6 comments

  1. Pamella

    Puxa, que bacana! Welcome back!

  2. michelle

    Queria voltar o tempo pra ter me comunicado com vcs antes! Familia linda e querida!!!

  3. Fran Agnoletto

    Lindo texto Dri!!!!

    Imagino como deve estar dificil a readaptação de vocês!!! Mas novas experiências virão!!!!

    beijos

  4. Muito legal sua experiência!!!!

  5. você tem uma linda forma de ver a vida,por isso aproveitou dessa forma a viagem. que bom que vocês fizeram amigos tão legais,com certeza porque são pessoas muito legais também.

  6. Claudia

    Pois eu tive certeza desde o início que vocês tinham feito um baita negócio quando escolheram Idaho! #invejabranca

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